A Presença Real e os Milagres Eucarísticos – Monsenhor de Ségur

postado em: Dica de leitura | 0

A Presença Real e os Milagres EucarísticosMonsenhor de Ségur

Na obra, Monsenhor de Ségur fala com maestria ao tratar do santíssimo sacramento da eucaristia. Perspicaz e observador, explica que as verdades de Deus, muitas delas observáveis no mundo físico, não deixam de ser verdades por serem misteriosas. “Na natureza, como na religião, tudo é mistério, isto é, incompreensível.” Assim, ele explana que entender o ‘como’ se dá o fenômeno – através da ciência – ainda não explica o ‘porquê’ se dá, tornando clara a natureza do mistério.

Monsenhor de Ségur também fala sobre o inverossímil, alegando que inverossimilhança é quando dizemos que um quadrado é redondo, algo impossível. Logo, dialeticamente, ele prova que o milagre eucarístico da transubstanciação, que nada mais é do que a transformação da substância do pão no corpo de Cristo, é totalmente verossímil, posto que o corpo que substancia a hóstia é o corpo glorificado de Nosso Senhor, e corpo glorificado nada mais é do que um estado celeste, que não ocupa lugar no espaço como nós.

Além disso, a obra utiliza um tremendo embasamento bíblico para confirmar a eficácia do sacramento eucarístico, refutando autores como Calvino e Lutero, utilizando, também, muitos relatos de milagres públicos que comprovaram a presença real de Jesus Cristo no pão da Santa Comunhão.

Por fim, apesar do livro ter caráter metafísico, é totalmente acessível a todos que têm a curiosidade de entender um pouco sobre a eucaristia, uma vez que o autor preocupou-se justamente com isto: tornar a leitura acessível aos leigos.

 

Sobre o autor

Louis Gaston de Ségur (1820-1881) nasceu em Paris, no dia 15 de abril. Zeloso nos estudos, formou-se em Direito e logo foi enviado como adido à embaixada Francesa em Roma, junto à Santa Sé (1842-1843). Muito devoto dos apóstolos Pedro e Paulo, sentiu-se chamado ao sacerdócio e, ao retornar a Paris, ingressou no Seminário de Santo Sulpício, sendo ordenado sacerdote em dezembro de 1847. Dedicou-se à evangelização de crianças, pobres e soldados prisioneiros de guerra. Mas devido a um problema na visão, que o levou à cegueira, passou a ditar livros explicando – e defendendo com fervor- a doutrina católica.

 

 

 


Escrito por: Raul Effting.

Deixe uma resposta