Olavo contra Capra & Gramsci

Olavo contra Capra & Gramsci

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Por Cristian Derosa

Quando li o texto do professor Olavo sobre a obra de Fritjof Capra, caiu sobre mim um bloco de compreensões que me humilhavam diante de mim mesmo: de um só vez, entendi que Capra nunca foi escritor, tampouco um intelectual. É apenas um propagandista da Nova Ordem Mundial, encarregado de preencher o imaginário cultural com um conteúdo místico-científico que sirva de base para os devaneios da Nova Era. A destruição do seu pensamento, levada a cabo por Olavo de Carvalho, é um verdadeiro massacre dada a penetração de Capra na cultura do início do século XXI.

A influência de Capra vai desde o meio acadêmico das ciências exatas, passando pelos sonhos idílicos das humanas, pela cultura pop, até descer âncora nos submundos das subculturas urbanas. Do outro lado, mas com um suporte intelectual mais robusto, está o comunista italiano Antonio Gramsci, impulsionador da revolução cultural no Brasil. Gramsci é, de longe, o intelectual mais citado e comentado das ciências humanas e sociais em toda a América Latina.

Capra e Gramsci, juntos, formaram a engenhosa dobradinha revolucionária que tratou de afundar o ensino brasileiro no mais tenebroso abismo de ignorância, pedantismo e violência anti-cristã. Foi sem grandes surpresas que tive que suportar Capra em aulas de mestrado, nas quais eram despejadas altas doses de mentalidade revolucionária nova era muito mal travestida de física quântica.

Olavo de Carvalho demonstra o escasso conhecimento de Capra sobre o que pretende dizer, assim como aparentemente também sobre o fato mesmo de ser um completo tapado no que fala. Principalmente quando decide descrever mundos orientais e o faz montado em suas utopias ocidentais pós-modernas. Olavo transforma Capra no que ele é: um garotinho palpiteiro que, no entanto, influenciou a moda da nova opinião pública.

Quanto a Gramsci, o livro tem a função importante e saneadora de um alerta para a presença do pensamento mais influente das ciências sociais de hoje, sua estratégia macabra de consolidação da hegemonia esquerdista. Não há como entender o consenso midiático e acadêmico vigente no Brasil e no mundo sem considerar a contribuição do comunista italiano.

Adquira o livro A Nova Era e a Revolução Cultural: Fritjof Capra & Antonio Gramsci, de Olavo de Carvalho.

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