A Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

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A Imitação de Cristo é uma obra imprescindível para o devoto católico. Ela já foi lida e meditada por diversas gerações, inclusive de santos.

Trazendo grandes meditações sobre a morte, por exemplo, o autor consegue nos mostrar o quanto as coisas materiais são insignificantes e o quanto é compensador se apegar às chagas de Cristo para suportar a vida terrena no amor de Deus, uma vez que o paraíso, ou o contato direto com o divino, seria uma morada repleta de delícias, e o inferno, um local onde 1 hora é pior do que 100 anos de sofrimento neste mundo. Cada capítulo é um “tapa na cara” do leitor para progredir na santidade e deixar de procurar consolações nas coisas mundanas.

O livro é dividido em quatro categorias internas, na primeira é fornecido avisos para a vida espiritual, no segundo, instruções para a vida interior, no terceiro, como realizar a consolação interior, e no quarto, meditações sobre o sacramento da Eucaristia. Todas as quatro categorias estão repletas de meditações com temas específicos, como a paciência, a humildade, o modo de conversar com cristo etc. Entretanto, a fonte central das meditações é a imitação de Jesus Cristo, sempre levando Cristo como exemplo de perfeição nos temas tratados, principalmente, valorizando a Eucaristia como uma das formas mais eficazes de reforçar a fé.

Além do seu valor incontestável, que configura à obra o mérito de clássico da literatura cristã, ela teve grande importância para Santo Inácio de Loyola, que desenvolveu os exercícios espirituais inacianos baseando-se na Imitação de Cristo.

Por fim, sobre a autoria do livro, apesar de haver divergências, é atribuída ao monge escritor Tomás de Kempis. Ele nasceu em 1.380, em Kempen, na Renânia do Norte, tendo sido ordenado sacerdote em 1.413 e falecendo no dia 24 de julho de 1.471.

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